O cabo é o último líder grevista que ainda não foi solto. Policias militares e bombeiros começaram a ser liberados na noite de sábado (18), depois que o desembargador Adolpho Andrade, também do plantão judiciário, concedeu habeas corpus para os participantes do movimento. A princípio foi divulgado que apenas um erro de digitação impedia a liberdade do cabo no domingo (19).
Segundo a Associação SOS Bombeiros, principal entidade que lidera o movimento grevista, um novo habeas corpus deve ser impetrado na Justiça do Rio amanhã. Além disso, um pedido de habeas corpus requerido pelo deputado federal Protógenes Queiroz (PCdoB-SP) foi enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), que deve avaliá-lo nesta semana.
Daciolo está preso desde a noite do dia 8, quando voltava de Salvador depois de participar de negociações em torno da paralisação dos policiais militares baianos. O cabo foi preso administrativamente por incitação a greve, mas depois também teve prisão preventiva decretada pela Justiça do Rio.
Desde o início das prisões, alguns militares chegaram a ser transferidos para o presídio de segurança de Bangu 1. O TJ, no entanto, concedeu a transferência deles novamente para para as unidades prisionais militares. Na passagem por Bangu 1, Daciolo chegou a iniciar uma greve de fome.
O movimento de policiais e bombeiros grevistas do Rio reivindica melhores salários e a aprovação da PEC 300 – proposta de emenda a constituição que estabelece um piso nacional para os servidores da segurança pública. Depois de um assembleia que reuniu mais de 2.000 militares na Cinelândia, centro do Rio, no dia 9 deste mês, a greve chegou a ser inciada por bombeiros, policiais militares e policiais civis.
Com a prisão dos líderes grevistas e a baixa adesão ao movimento que se iniciava às vésperas do Carnaval, uma nova assembleia decidiu , na última segunda (13) pela suspensão da greve e a principal reivindicação passou a ser a liberdades dos militares presos.
Nenhum comentário:
Postar um comentário